segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

"SURTO REFLEXIVO".



 Roberto Mota, Pastor; "O que foi, isto é, o que a de ser. E o que se  fez, isto se tornará a fazer. De modo que, nada  há novo debaixo do Sol".(EC-1:9).


Resumo: Uma característica, muito forte do Século XXI, é a revolução "CULTURAL". A Ideia, é, de que, quem tem o "CONHECIMENTO", tem o poder. O contexto, encontra expressão literal, nas palavras de Leonardo Boff: "Todo menino quer ser homem; Todo homem quer ser Rei; Todo Rei quer ser Deus; E só Deus, quer ser menino". Neste contexto, a "TEOLOGIA", não a dogmática, más a feita historicamente, a partir do seu contexto, tem sido feita, a partir do próprio pluralismo existente. E tudo isto, tem deixado muita gente de cabelo em pé. Tem teologia para todo gosto. Teologia da prosperidade, teologia da Esperança, teologia da Libertação...E por ai, vai. São muitas. E ainda neste contexto, nos encontramos aqueles, que atraem, um séquito de pessoas, que acreditam cegamente, naquilo que eles dizem e pregam. E do outro lado, aqueles que estudam. Se tornam mestres, Doutores, e se tornam analistas e especuladores, do movimento, e do crescimento do fenômeno, característico, de nossa época. Em todo contexto, está presente o espírito do egoísmo. Talvez, esteja evoluindo, em nosso tempo, o existencialismo de Sartre. Aquele, chamado de humanismo; onde o outro, em uma relação com o "EU", é construído como objeto, como coisa. Narcisismo, puro.(Sartre, em a obra, o ser e o nada).
Más, eu diria, que a Teologia, já enfrentou, um movimento parecido com este, que foi o século XIX. Um contexto, onde existia muita fé, e muitos fiéis, do lado de dentro; Más do lado de fora, existia muita desconfiança, das verdadeiras intenções daqueles, que detinham o comando destes fiéis. Ou seja, parece que foi um período, onde a Igreja, naquilo que a história, nos passa; está passando, por uma reavaliação. As Instituições Eclesiásticas, dão o seu parecer, com relação o momento. Intelectuais com uma teologia contextualizada, em Kant, em Hegel, dão o seu parecer. Mais uma forte característica, deste século, era a novidade. Dai, muitos intelectuais, desta época, querem reinterpretar o Cristianismo, a partir de suas filosofias, ou "IDEOLOGIAS", defendidas. Más, este desejo de novidade, associado ao desejo de conquistar seguidores, levou os Teólogos, deste período, construir uma "TEOLOGIA", desconectada da essência; que foi a chamada Teologia Liberal. Chamamos aqui, esta teologia desconectada da essência, de "SURTO REFLEXIVO". O presente artigo, tem o objetivo, de alertar a Igreja, de nosso tempo, acerca da possibilidade, de um segundo surto reflexivo.

PALAVRAS-CHAVE: Essência, Ideologia, Teologia Liberal, Surto Reflexivo.

INTRODUÇÃO: A Igreja primitiva, do primeiro século, era aberta para o "SOBRENATURAL", para ás manifestações do poder de Deus. Ela experimentou o maior dos avivamentos, que se deu, segundo Lucas, o autor do Livro de Atos, no dia da Festa do pentecoste. Este povo, acabara de receber a promessa do  derramamento do espírito santo. Eles estavam buscando, e receberam, e estavam impactados. Como fruto, deste avivamento, a Igreja, evangelizava, crescia e se expandia para todos os lugares. Más, havia uma preocupação com o ensino. Com a essência, daquilo, que os Apóstolos, tinham apreendido, com Jesus. Ou seja, de alguma maneira, mesmo ainda, não havendo uma definição, uma base do ensino, eles sabiam que este ensino, não poderia ser comprometido. Havia uma preocupação com a Teologia. No capítulo 15, do livro de Atos dos Apóstolos, Lucas descreve o primeiro Concílio da Igreja. Esta reunião, tinha o objetivo, de tratar a questão, entre Judeus e Gentios, que era um "PROBLEMA", de visão, na Teologia. Os Judeus, estavam ensinando, que se os Gentios, não circuncidasse, eles "NÃO PODIAM", ser salvos. A circuncisão, fazia parte da Lei. A questão, aqui, não é a circuncisão, em si. Ser circuncidado, não é a heresia. O erro doutrinário, ou a heresia, é colocar a circuncisão, como uma condição, para a "SALVAÇÃO". Alguns costumes, podem até, ser assumidos por conveniência, inclusive a circuncisão.(Atos-16:3). Neste caso, aqui, Timóteo, foi circuncidado. Por que?. Para que ele fosse aceito, sem problema, entre as Igrejas, que estavam sendo edificadas, no início da segunda, viagem missionária, de Paulo. É estratégico, evitar escandalizar, os mais fracos, ou aqueles, que tem a mente fechada. Aqui, a Igreja, crescia, e se fortalecia na fé.(Atos-16:5). Lá, em,(Rm-15:1,2), Paulo, teoriza, esta prática, exercida por ele aqui, na implantação das Igrejas. Dizia ele: "Nós que somos fortes, devemos suportar, a fraqueza dos fracos, e não agradar, a nós mesmos". Bom, é agradar, o próximo, naquilo que seja, para edificação. Eu mesmo, cometi alguns erros, quando plantava Igrejas, em comunidades, de Sociedade Básica. Ou seja, lugares, onde os costumes, são levados, muito a sério. Estão acima, de uma ética Social, existente. Errei, quando toquei, na questão do vinho, na bíblia, e principalmente, no ministério de Jesus. Errei, quando, eu quis, impor, o sistema Eclesiástico, sem levar em conta, o relacionamento fechado, que encontramos, em algumas, comunidades. Um missionário, que quer abrir Igrejas, ou congregações, que querem se expandir, precisam levar isto a sério. Paulo, também, reforçou mais, esta questão, da conveniência, dos costumes, quando afirmou: "Eu fiz de tudo, para com todos, para que assim  pudessem,  salvar-se".(1Co-9:22). Aqui percebemos, claramente, que o ensino essencial, pode se adaptar, tanto a Judeus, como os Gentios. Agora, colocar qualquer coisa, além, daquilo, que já foi colocado para a salvação. Ou seja, a fé, em Cristo, como diz as escrituras.(JO-7:38). Outra coisa, além disto, como condição, para a salvação, é uma "HERESIA". Circuncidar, para adaptar o ensino, com o objetivo, de facilitar, a aceitação da palavra, da mensagem, é "ESTRATÉGICO". Agora, quando um grupo, quer igualar, o valor espiritual do costume, ao valor do ensino essencial, ai, isto, mais tarde iria se transformar, em mais, uma Religião, com dono. Ou seja, aqui, se dar, um modelo, de fabricação, de uma teologia, que quer dominar, os fiéis. É importante salientar ainda, que o costume, aqui colocado, não pode ser comparado, a uma "ÉTICA", para o bom convívio, do grupo. Por que?. Porque existe, uma diferença, entre moral e ética, mesmo significando, os dois termos, a mesma coisa. Ou seja, "COSTUME". Moral, sempre deve ser aplicado, ao indivíduo. É o costume individual, de cada pessoa, de cada família, e até de um grupo. Como, no caso, era a circuncisão, na Lei, um costume específico dos Judeus. Muito embora, eles não vivessem de fato sob a Lei, más ideologicamente viviam, más era algo específico, deles. A Igreja, de Jesus, estava aberta, a inclusão, de escravos, de pobres, de mulheres, de todos. Dai, este costume, não poder, ser advogado, como uma ética, para uma possível organização, da Igreja. Por que?. Porque a Ética, é criada para beneficiar o coletivo. Aquilo, que é individual, ou específico de família, ou grupo, só pode se tornar ético, se for bom, para os demais. Este costume, aqui, em questão, não é bom para os Gentios. Logo, não poder ser normatizado, como ético. Este costume, como muitos outros, do tempo moderno, são ideias, de dominação Social. Coletiva. Então, fica entendido, no "CONCÍLIO", que a mensagem Cristã, é adaptável, a costumes específicos; desde que, não fira a essência. Acredito, que aqui, é o "MODELO", de lidar com a teologia, dentro de um contexto, que exige, a inclusão da diferença.
           A partir deste modelo, do livro de atos, com este texto, pretendo estabelecer um paralelo, entre a teologia, do nosso século, e a teologia, do século XIX. Com isto, eu quero, primeiramente, mostrar, que a teologia, é dogmática, em sua essência; más, como teologia libertadora, que deve ser, ela é "HISTÓRICA". Ela é feita, a partir do contexto. Em segundo lugar, que a teologia, historicamente, se expressa, caminha, a  partir de ideologias; especialmente pela  ideologia dominante. Terceiro, que não querendo entrar, no conceito, do que seja contextualização; o "SURTO REFLEXIVO", não estar na produção, das várias teologias, consequentes, de uma Cidade, que cresceu, que se transformou numa megalópole, e que agora, são muitas ideias, inúmeros sistemas; más, estar, na produção de uma teologia, desconectada da essência. E concluindo, através, deste texto, objetivamos, sabendo, que o problema, não é um surto ali, outro aculá. O problema, é o "SURTO REFLEXIVO", como movimento; Pois, numa megacidade, há muita propaganda, de novas ideias e sistemas. Fincar bases, de reflexão, sobre este defeito, na construção da teologia; e assim, ela possa continuar, sendo um "SABER", de transformação da realidade, sem desconectar da essência. Sem surtar reflexivamente. Pois, podemos ser liberais, sem ser hereges.

Fonte: A introdução de meu artigo:"Surto Reflexivo".







terça-feira, 12 de novembro de 2013

"CONTEXTO E FÉ, EM AÇÃO".

O mundo globalizado, exige para quem quer o sucesso; Ou quem quer atingir determinados objetivos, um planejamento estratégico. Deste ponto de vista, alguém sem visão, sem muito saber, estará em fraqueza, diante das ameaças deste mundo; Logo, estará vulnerável, diante do homem lobo. Na verdade, estamos sob uma lógica de mercado. O que será, daqueles...Chegarão..Atingirão seus objetivos?. Tenha fé; Tudo é possível ao que crêr.
Com que perspectiva de fé, Deus, trabalha?. Deus abençoa os fracos e vulneráveis?. Deus, trabalha conosco, também usando nosso saber, nos ensinando a ser estratégico?. Deus, pode ser o Deus, dos fortes; Ou seja, dos que tem preparo e estrutura; E pode ser também o Deus, dos fracos; Ou seja, daqueles que estão vulneráveis, num mundo cheio de ameaças, que para eles são desconhecidas.
Mais talvez a lógica de Deus, seja contrária a nossa; Contrária no sentido; Por desconhecermos as razões de Deus, a priori. Quando andamos pela fé, muitas coisas, vai estar, sempre além de nossa compreensão.
Em Abraão, percebemos uma fé, que impulsiona a desapegar-se, a renunciar a zona de conforto; No caso, sua terra e sua parentela.[Gn-12:1,2]. Ou seja, o ideal de Deus, para Abraão, sua bênção estava em outro lugar, que não era o conforto e a estrutura, que Abraão já tinha. Para que abraão, fosse uma grande Nação, e tivesse o seu nome engrandecido,(v-2), o caminho começa, com a renúncia da terra, da família e da parentela, e sair para um outro lugar, apenas na dependência de Deus. Nesse projeto, a teleologia de Deus, é ampla; Mais com certeza, trabalhar sua  fé, e transformar o seu caráter, faz parte. Assim Abraão, saiu da terra de Ur, e indo por lugares desconhecidos, foi em busca de sua promessa.
Em Israel, num determinado contexto; O do cativeiro na Babilônia.[Jm-29:1-11]; A fé, não é aquela que motiva sair do contexto local; Que manda desapegar-se de uma estrutura já existente, e ir para um outro local. Para um lugar desconhecido. A motivação aqui neste contexto, vem para construir o lugar. Construir uma estrutura material.(v-5); Edificar uma família.(v-6); Construir um ambiente de paz.(v-7). Aqui com certeza, num ambiente de fraqueza, de vulnerabilidade, é preciso ser estratégico, do ponto de vista humano, para eliminar as fraquezas, e ir construindo o futuro, refazendo o nome, até o tempo do ideal de Deus, para o povo, que é a volta para Jerusalém. É promessa de Deus.(v-10).
Deus se revela no contexto, motivando e dizendo como deve ser conduzida a situação, para uma vitória. Ele nos motiva para sair de lugares estruturados e também de lugares desestruturado; Mais ele também, nos manda ficar e transformar o ambiente, o contexto. Sua teleologia, é soberana, para aqueles que ainda andam pela fé, ou na sua dependência.
Muitas pessoas, hoje, mesmo tendo estrutura, não são realizadas; Talvez justamente, por não terem tido esta fé de Abraão. Coragem para sair, romper com a geografia, com a parentela, com a estabilidade econômica. Tem gente que tem pavor, de sair da zona de conforto. A zona de conforto, também pode ser aquela área de sua vida, a qual  você se acomodou:situação econômica, social, intelectual; Você mesmo insatisfeito, não faz nada para mudar, porque, não quer sair do conforto existente. É pouco pra você o que você tem, mais você é apegado, não arrisca, para buscar o sonho. Abraão ao ouvir a voz de Deus, soube logo que o seu sonho, não estava ali; Logo, deixou o seu contexto, e saiu pela fé, para buscar o sonho.
Talvez esta lógica de Abraão, não seja entendida pelo mundo contemporâneo; Dai motivo de críticas para os seus familiares, amigos, vizinhos etc. A fé é de fato supra-racional; Não contraria a razão, está acima dela. Dai muitas vezes, o existencial não compreendê-la. Somente quem a tem, tem razões para compreendê-la e seguí-la.
Deus tem sua teleologia, quando nos orienta. Mandando sair, renunciar, ou lhe mandando ficar e construir, transformar a realidade; Ele tem uma finalidade, um propósito. A história de Ester, nos ensina um pouco deste propósito de Deus. Uma jovem Judia, que estava entre os deportados a Babilônia, que do nada ascende a Rainha da Persia, casando-se com o Rei Assuero. Algo que inicialmente parece apenas uma oportunidade, dada a uma jovem, que segundo o texto sagrado, era muito linda. Coisas ruins e coisas boas pode acontecer, sob um decretar de Deus, permitir. Neste caso, uma grande porta se abriu, não só a uma jovem humilde, mais a um povo, a uma comunidade, a quem ela agora, passa a representar. No caso a comunidade dos Judeus. Em [Et-4:14], nós vamos perceber o propósito de Deus. Diante de um problema, que o povo Judeu, está enfrentando, Mardoqueu, tio de Ester, pede para Ester ir ao Rei e interceder pelo povo. Disse ele a Ester:"Foi para esta hora, que Deus, te levantou". Qual era o problema?. Mardoqueu servia a porta do Rei; Hamã foi exaltado sobre todos os servos do Rei, e mandou que todos os servos se inclinassem a ele, porém, Mardoqueu não se inclinava; Dizendo ele aos outros servos, que não se inclinava porque era Judeu. Estes o denunciaram a Hamã, que ficou muito furioso; Hamã, então planeja matar não só a Mardoqueu, e sua família, mais a todo povo Judeus. Ele cria uma intriga entre o povo Judeu e o Rei, dizendo ao Rei, que os Judeus não obedecem a Lei do Rei. O Rei então, dar autorização ao próprio Hamã, para matá-los. Hamã também planeja enforcar mardoqueu por não se inclinar a ele. Mais ai, a Rainha Ester, vai ao Rei e desfaz o engodo, e a forca preparada para Mardoqueu, é transfirida para Hamã, que é enforcado a mando do Rei.
A fé, dada a Abraão, em seu contexto é uma experiência diferente, da experiência de fé, que os judeus cativos tiveram. Abraão saiu a caminho do desconhecido, sob a direção do Deus invisível, deixando para trás uma realidade estruturada. No contexto dos Judeus cativos, eles tem que lidar com a opressão, e com um estado de fraqueza existente. A motivação vem para que eles tenham discernimento do tempo que eles vão passar ali, e que dai precisam transformar aquela realidade de fraqueza, em realidade de potência. Deus pode nos inspirar, para transformar cativeiros em lugares sólidos e estruturados. Alguns lugares, ou algumas situações, são de dificil transformação. Alguns perigos que se repetem, em contextos de opressão, estão presente neste contexto, como modelo, do que podemos enfrentar.[Jm-29:8-11]; A presença de falsos profetas; Trazendo para o contexto atual, eu chamaria estes de homens lobos; Ou seja, oportunista que tiram vantagens em contextos de opressão e fraqueza; A ferramenta destes era uma linguagem espiritualizada, que dizia:"Deus diz assim". O Deus legitimador. Segundo, uma realidade manipulada; Estes mesmos profetas, manipulavam a realidade; Traziam algo que Deus, tinha dito que iria realizar no futuro, para o imediato; No caso, a volta deste povo para Jerusalém; Isto tirava o foco do presente, da realidade verdadeira. E em terceiro lugar, a falta de consciência da verdade; A palavra de Deus, para este contexto, era que eles iriam passar 70 anos ali; A falta de consciência da verdade, produz dúvida e erro; Há uma crise do ouvir a voz de Deus, de fato, impedindo assim nos concentrarmos, no nosso contexto.
Nestes dois casos, a fé enfrenta desafios diferentes; É difícil padronizar a experiência de fé, para vários contextos. Deus, se revela em qualquer contexto, para motivar da forma como ele quizer.
Então, este mundo globalizado, cidade grande, trás muitas exigências para o sucesso sim, do ponto de vista da visão do mercado. Mais ainda, há um Deus grande, que é gracioso com aqueles que se dispõe a confiar nele, a viver pela fé. Ele pode ser poderoso, numa relação com o estruturado, preparado, ou com os fracos e oprimidos; Desde que estejamos dispostos a andar por fé, não por vista. Esta fé, no seu projeto transformador, pode nos mandar sair, ou nos segurar para ficarmos, e transformarmos a realidade do contexto.

domingo, 3 de novembro de 2013

"GRAÇA GENEROSA".[LC-19:1-10].

INTRODUÇÃO: Neste texto, a partir de um contexto mais amplo, nós encontramos uma graça "GENEROSA". É esta graça, que sara a comunidade; É esta graça, que pode sarar a Igreja atual.

1-O QUE CARACTERIZA ESTA GRAÇA GENEROSA?.

1-1-É aquela que atrai o pecador, e o salva.(v-9).
  • Esta leva em conta, apenas a fé. Uma fé que reconhece o filho de Deus. Uma fé, que não o nega.
1-2-É aquela que une pobres e ricos.(v-2).
  • Uma graça generosa, une os diferentes.
  • O pobre precisa do rico, e o rico precisa do pobre.
  • A Teologia-ideologia, ideologiza o pobre.
  • A Ciência-ideologia, ideologiza o pobre.
  • O pobre de hoje, pode ser o rico de amanhã.
  • A riqueza do emergente deve ser respeitada e legitimizada.
1-3-É aquela que é liberal financeiramente.(v-8).
  • Para com os pobres
  • Para restituir, reparar injustiças
  • Para contribuir com a obra.
2-ESTA GENEROSIDADE, ESTÁ AUSENTE, EM MUITOS LUGARES.

2-1-Em lugares, onde a mediocridade impera.(v-7).
  • Tem muita gente, tanto pobre como rico, que pensa pequeno com relação a fé.
2-2-Em lugares tomados pelo egoísmo.
  • Avareza e ganância
  • A isca de aquário, atualmente, é muito valorizada pelas instituições Eclesiásticas.
  • A desconstrução de modelos doutrinários financeiros, pode sim ter motivações equivocadas.
  • A ênfase numa teologia da prosperidade, também pode sim ter motivações puramente mercantilistas.
2-3-Em lugares, onde o amor sucumbiu a outras motivações para o relacionamento.
  • É o amor, aos pecadores que nos motiva a evangelização.
  • É o amor ao próximo, que nos motiva a comunhão, com o irmão, com o outro, com o diferente.
  • É o amor que nos motiva ao perdão.
3-A POSSIBILIDADE DESTA GRAÇA GENEROSA HOJE, PODE SER RESPOSTA A CURA.

3-1-A cura da comunidade.
  • Do preconceito ao pecador.
  • Do etnocentrismo
  • Na perspectiva de Jesus, o pecador é bem vindo a família de Deus.
  • Uma comunidade que faz crítica a Jesus, ou a um ministério por aceitar um pecador, está doente.
  • Jesus, veio para os perdidos, para os pecadores.
3-2-A cura da igreja.
  • O etnocentrismo dentro da Igreja, vem desde o primeiro século; Como no caso da Igreja de Corinto.
  • Em muitas Igrejas, existe muita disputa, inveja e partidarismo.
  • Na maioria dos casos existe uma disputa de superioridade.
  • Muitos são discriminados.

CONCLUSÃO: O encontro de Jesus, com Zaqueu, em meio a uma comunidade, onde o sociológico e o Eclesiástico, estava presente, nos revelou uma "GRAÇA GENEROSA". No atual contexto, temos uma Igreja institucionalizada; Definições eclesiásticas tentam se eternizar, categorizações sociais oprimem os menos favorecidos. Isto tem aumentado as fortalezas, dificultando a comunhão, entre os diferentes. Que esta graça generosa, venha sarar a comunidade e a Igreja.

terça-feira, 4 de junho de 2013

"A IGREJA EDIFICADA, NA ROCHA E NA EXISTÊNCIA".

    
     A Igreja, corpo de Cristo, é indestrutível. Disse Jesus:" E as portas do inferno, não prevalecerão contra ela". Creio nesta afirmação do Cristo. Mais, para esta Igreja, se manter viva, é preciso manter as portas dos céus abertas; E não entrar nas portas do inferno.

      O uso do termo grego, "EKKLESIA", significa; Chamados para fora; Ou de fora. Entre os gregos, Igreja, era uma Assembléia de Cidadãos, de um Estado livre, convocada a público. Entre os hebreus, era a congregação de Israel; O povo todo reunido diante do tabernáculo; Convocado ao som da trombeta. Para Jesus, os Apóstolos, a Igreja, é uma Assembléia popular; Convocada por Jesus Cristo, ao som do "EVANGELHO", da Salvação. Mais esta, é uma assembléia de fato popular. Nesta, não se exige a cidadania para entrar; Nem mesmo para se iniciar pelo batismo. Participa desta Assembléia, aquele que Deus chamar. Pode ser de qualquer lugar; Pode estar em qualquer lugar; Pode ser de qualquer classe; Pode ser de qualquer raça. Basta apenas crê no Evangelho. Significa "CURRAL"; Ou abrigo de ovelhas, que são cuidadas por pastores.

     A Igreja, de Cristo, tem três  significados nas escrituras. Ela se apresenta como algo popular e público, mais devidamente, instituida. Ou como uma instituição divina. Digo devidamente, o fato, de esta ter a sua fundação, para além de uma organização humana; De um líder, meramente humano. Tipo um mestre, ou alguém tido como um grande homem. Ela se firma no próprio Deus. Segundo; Ela se apresenta como organização. Para diferenciar a fundação da Igreja de Cristo, como instituição, fiz uma distinção, entre instituição e organização, apenas para aprofundar; Mais isto faço me desprendendo, de formalidades, da linguagem. Más, o sentido existencial é o mesmo. A Igreja como organização, ou instituição, é bíblico. O termo instituição, tem haver com definição das coisas. Ou da ordem das coisas. No céu, as coisas são definidas; Na criação, o princípio também foi estabelecido, quando Deus manda Adão, dar nome aos animais, e dominar sobre a natureza. Moisés, recebeu o decálogo, diretamente de Deus. Ele não recebe autorização para legislar sobre isto, entre o povo. Isto demostra no mínimo, que a definição das coisas, ou a ordem destas, não é algo, meramente humano, como alguns querem que seja; Jesus, também inicia seu ministério, definindo, estabelecendo doze, e apartir dai, o desenvolvimento deste. A Igreja, como organização, é a convocação visível num local, com as devidas definições; Para a reunião administrativa dos crentes regenerados, salvos pela graça de Deus.[Atos-15:6]. A Igreja organização, é a Igreja existente, organizada dentro de um sistema que leve em conta os costumes locais, com finalidade da ordem e da integração. Mais muitas vezes, como tudo está em constante mudança e transformação, os sistemas ficam obsoletos; E passam a ser apenas, fundamentações políticas, beneficiando uma minoria em detrimento de uma maioria. A maioria das Igrejas, já estabelecidas a muito tempo; São dominadas por oligarquias. Ou seja, gonverno de poucos. Alguns equivocadamente, começam a afirmar, que Instituição é coisa de homem. Mais o problema, não está no instituir as coisas; Mais no "CONSERVADORISMO". Tudo está em constante mudança; Logo, sistema, estatuto, normas, regulamentos têem que acompanhar as mudanças. E em terceiro, a Igreja, se apresenta como corpo de Cristo.[Ef-1:20-23]. Cristo, é o cabeça, e a Igreja aqui na terra, é o seu corpo. Ela é uma congregação de crentes batizados, mediante sua profissão de fé. É a geração eleita, para anunciar, as virtudes daquele, que nos elegeu. É a Igreja do Deus vivo, coluna e firmeza da verdade, num mundo de mentira e corrupção.[1Tm-3:15]. Sua missão principal, é pregar o Evangelho a toda criatura. A todos os povos.[Mc-16:15,16].

      A verdade de que, esta Igreja, é indestrutível, está no fato de que ela continua sendo eficaz naquilo que é sua principal missão, "RESTAURAR" vidas. Há dois mil anos, que ela subisiste diante dos mais variados, e estratégicos ataques do diabo. Ataques via perseguição política, perseguição de Religiões concorrentes, o engano pelo formalismo religioso, filosofias objetivando desacreditar Deus,  etc. Mais a Igreja, de Jesus, é indestrutível; Esta é a grande verdade. Por que?. Porque ela está firmada em Deus. Ele a alimenta, e a renova. Ela foi alicerçada, para superar, destruir as obras do diabo. Para crescer. Os fundamentos desta igreja, que também seria organização; Não poderia ser tradição, não poderia ser o poder político, e nem mesmo o materialismo.[Mat-16:18]. Aqui neste versículo, Jesus, revela o segredo do sucesso desta Igreja, indestrutível, e que cresce, rompendo e estrapolando muitas vezes, com a razão e o controle humano. Disse Jesus:"E também eu te digo, que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei, a minha Igreja, e as portas do inferno, não prevalecerão contra ela". A visão de Jesus, não era um vislumbre, más a certeza, de que a sua vinda a este mundo, traria sentido a humanidade toda. A sua morte na cruz, era pela a humanidade toda. O segredo aqui é a "ROCHA E A PEDRA". Várias interpretações se tem dado ao termo "PEDRA". Muitos teólogos, como; Jerônimo, Agostinho e outros afirmam que a Pedra é Cristo.  Mais por outro lado; Talvez por uma questão de política religiosa; Os Papas Belarmino, Beronius e outros mais modernos afirmam que a pedra, é Pedro; Mais levando em conta, todo o contexto,[Ef-2:20], podemos afirmar que Jesus Cristo, é a principal pedra de esquina. A rocha. Mais Pedro, seria uma pedra representativa com igualdade com os outros Apóstolos; Da Igreja, como instituição divina, organização; Sendo Jesus, o alicerce principal; A pedra de esquina. Os Apóstolos e Profetas são fundamentos existenciais[1Co-3:10]. Todos os Cristãos, são pedras vivas[1Pedro-2:4-8]. Ou seja, todo aquele que tem uma consciência para além da carne e do sangue; Apartir da revelação de Deus; Este, por ver além daquilo, que nos afronta e tenta nos seduzir; Este sim, pode ser mais uma pedra neste edifício, nesta obra. Acredito, que a Igreja, do século XXI, está requerendo, muitas destas pedras fundamentais, para o crescimento sólido da Igreja. Gente que independente do curso do mundo, tem consciência de quem é, e para onde vai. Gente que recebe revelação, do próprio Deus. Gente que é sal da terra, e luz do mundo; Mais que não se deixa seduzir, que não se deixa corromper. Estas serão pedras vivas, na Igreja, do Deus vivo.

      
      Como manter esta Igreja, indestrutível, viva, em meio a este contexto, onde o materialismo domina, e consequentemente, a frieza, a incredulidade querem se alojar?. Primeiramente, é preciso manter as portas dos céus, abertas. Que portas são estas?. A porta da graça.[Lc-13:24]. Sabemos, que esta tem o tempo de Deus, para fechar. Mais há uma tendência histórica, dentro da Igreja de Deus, que é o abandono da graça, para reivindicar o mérito.[Gl-5:1]. Na Igreja, de Gálatas, tinha lá um grupo de Judeus, que crê no evangelho da graça, e é transformado por ele. Recebe a bênção e seus benefícios; Mais não quer viver na graça e pela graça; Quer continuar na lei. Por que?. Para poder se vangloriar, para poder se justificar pelo mérito. Mais Paulo diz:"Caidos, estão da graça". Verdade é que dentro da Igreja, sempre houve estes dois grupos, legalistas, e antinomianistas. Pessoas que não entendem o que é a graça, caem no antinomianismo; Que é a negação da importância, de qualquer mandamento para a vida Cristã. É uma visão que transforma a graça em libertinagem. Mais a liberdade, é em Cristo. A graça cria dependência de Deus. Por isto, é que Jesus, diz, que estreita é a porta dela. Segundo; A porta da casa de Deus.[Gn-28:17]. Neste texto, Jacó acorda de um sonho, e diz:"Este lugar, é a casa de Deus; E esta é a porta dos Céus". Este sonho marcou a vida de Jacó; E a casa de Deus, ficou para sempre, valorada em seu coração. A idéia de casa de Deus, no antigo testamento, está para além de uma estratégia administrativa. É um território separado geograficamente e consagrado, para o povo de Deus, adorar. Neste está o espírito da liberdade para a adoração. Ele inspira alegria e proximidade com Deus. É o lugar de renovar as forças. A casa de Deus, no Antigo Testamento, significa; Abrigo, repouso, refúgio, ninho, morada, cabana, tenda,etc. Esta é a idéia espiritual, de casa de Deus, no Antigo Testamento. No novo testamento,[1Tm-3:14,15], a idéia é que Deus, não habita em casa feita por mãos de homens; Mais num templo espiritual. Esta é a casa do Deus vivo. Jesus, deixou claro, no novo testamento, que o templo consagrado, tinha desviado o foco, para formalidade religiosa e mercantilista, mais, ele não os proibiu,[Mc-11:15-19]; Ele exorta acerca de sua utilidade; Casa de oração. Os apóstolos continuaram fazendo uso do templo,[Atos-3:1]; Mais claro, sabemos que a Igreja corpo, se reunia estrategicamente nas casas e outros lugares. Aqui neste contexto, aprendemos, que a Igreja, não está presa a uma forma, ou a um lugar, dito consagrado, para Deus habitar; Pois é, na formalização e conservação, sem levar em conta, as mudanças, que a Igreja, se transforma em religiosidade, com finalidade mercantilista. A Igreja corpo, é comunhão, é família; Logo, precisa de um lugar, para se reunir, para adorar a Deus. A casa de Deus, é porta do Céu. Manter esta porta aberta, é valorizá-la. É fazer dela, a nossa segunda casa. É lutar por sua ordem, é lutar, para que ela de fato, seja lugar de inclusão de todos, é lutar contra aqueles, que querem fazer dela, um supermercado. É fazer com que ela, seja reconhecida apenas, como casa de oração. Mais nunca como dógma; Impedimento para novos métodos de evangelismo, ou da organização da Igreja do Deus vivo. Terceiro; A porta da justiça.[Sl-118:19]. Vivemos num mundo, cujo espírito da injustiça corrompe as famílias, as Instituições e a Sociedade, como um todo. A desigualdade quer se estabelecer, como processo natural; Mais é fruto da injustiça social. Davi, diz neste versículo:"Abri-me as portas da justiça; Ai entrarei por elas, e louvarei o Senhor. A vontade de justiça; O desejo de ver uma sociedade igualitária, é uma porta que sempre, nos levará ao Senhor. Quando falo em igualdade, falo de igualdade de direito. Falo de uma Sociedade, que tenha uma estrutura, que assegure os direitos de "TODOS". Quarto; A porta para pregar, o evangelho. [Jo-1:14]. No princípio era o verbo, e o verbo era Deus; E o verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. Jesus Cristo, era Deus, encarnado. Durante o seu ministério aqui na terra, ele disse:"Eu sou a porta". Quando pregamos, quando enviamos alguém a pregar, quando criamos possibilidades para que o evangelho seja pregado, quando contribuimos financeiramente, para este fim; Estamos mantendo a porta do céu aberta. É um tempo de escândalos, de desconfiança deste evangelho; Mais ele precisa alcançar o mundo todo. É por isto, que o próprio Deus, se nós orarmos, abre a porta, para que o evangelho seja pregado.[Cl-4:3]. Em segundo lugar, mantemos a Igreja viva, neste contexto; Não entrando pelas portas do inferno. Existe muitas portas que nos levarão ao inferno; Mais no mundo contemporâneo, eu diria que três, se destacam: A porta do materialismo. O materialismo  é antigo, mais o princípio, é sempre o mesmo. É a exploração do homem, pelo o homem. É a preocupação , em manter-se sempre como superior ao outro, pelo ter. Por uma estrutura material. Mais na parábola do Rico e Lázaro, o mendingo,[Lc-16:19-31], percebemos onde o materialismo, pode nos levar; Para o inferno. Segunda; A porta da Religião sem Deus, é a religião voltada para o poder, para o material; Se baseia mais na tradição; É a religião que não liberta o homem, porque não possui a verdadeira espiritualidade. Fala de Deus, mais é classicista, política e materialista. Em [Jo-8:44], Jesus, se deparando com estas potestades disse:"Vós tendes por pai, é o diabo, e quereis satisfazer os desejos do vosso pai". Jesus, está falando da maldade que existe por trás desta pretensa espiritualidade; O pecado, que torna todo aquele que entrar por esta porta, escravo, mesmo pensando está livre. E terceira; A porta da Injustiça. Esta porta, tem sido uma tentação para muitos. Inclusive para os religiosos. Em, [Is-1:10], juntamente com seu contexto, observamos, que Isaias faz uma comparação do estado de Judá, com Sodoma e Gomorra. O povo mantém a liturgia, os costumes da religião; Mais com um comportamento, totalmente voltado para injustiça Social. Não cuidavam dos pobres, nem dos orfãos, nem das viúvas. Entendemos aqui, que o pecado da injustiça, pode ter sido causa maior para destruição de Sodoma e gomorra. Não entre por esta porta, ela pode te levar ao inferno.

       Então, a Igreja de Cristo, é indestrutível; Mais pode vir a esfriar, em sua missão. Ela precisa de pedras, como Pedro. Pessoas que tenham uma consciência, para além do existencial; Que saibam, que apesar de tudo que está acontecendo a nossa volta, a palavra de Deus, é libertadora, que a missão tem que continuar. Com esta consciência precisamos manter as portas dos céus abertas, e precisamos evitar entrar pelas portas do inferno. Seja você mais uma pedra, na construção desta Igreja, que continua crescendo.


     

quinta-feira, 25 de abril de 2013

"INTELIGÊNCIA BURRA".

Agnósticos também saem do armário; Quando surge a necessidade de pular no escuro. Pois verdadeiramente, a vida para, quando as circunstâncias, não são racionalizáveis. Mais no racionalizável, Deus ou deuses, estão sempre presente. Estes, talvez, cheguem até os deuses de Platão; Mais, sem fé, jamais chegaram ao Deus, eterno; Sem princípio, nem fim. Logo, é lamentável, quando a inteligência, consegue ser tão objetiva, quanto a existência; Mais não consegue, nem de forma subjetiva contemplar Deus. Esta sim, é uma inteligência burra!!. Por isto, é que é verdade, a fala de Paul Tillich:"Deus não existe, na existência". Mais ele se revela, na existência daqueles, que tem fé.