domingo, 20 de julho de 2014

" A SÍNDROME DE NAZARÉ".[Mc-6:1-6].

INTRODUÇÃO: Neste texto, ocorre um fenômeno estranho diante da aparição do Messias, e não mais do Jesus, filho de José e de Maria. O bem, feito ali em sua comunidade, causa admiração, mais ao mesmo tempo escândalo. A origem de Jesus, culturalmente o descredencia como Messias. Gosto de chamar este fenômeno de síndrome de Nazaré.

1- SOBRE ESTA SÍNDROME.

1-1-É aquela visão de Cidade pequena.
  • Nazaré no contexto de Jesus, tinha de 480 a 2.000 pessoas como habitantes
1-2-É aquela visão que quer privilegiar uma família só, em detrimento das outras.
  • Alguns queriam privilegiar a família de Jesus, em seu ministério.(Mc-3:31-35).
1-3-É aquela, onde aquele que é chamado, não é muito crido pela família.
  • Como Messias, Jesus, também teve dificuldade de ser crido, entre os seus.
1-4-É aquela visão que dogmatiza o básico.
  • Gera preconceito com o novo
  • Marginaliza o progresso.
  • Mistura as coisas.
2-ROMPENDO COM A SÍNDROME.

2-1-Alargando a visão.
  • Evoluindo de uma visão mais rural, para uma visão mais urbana
  • Jesus, estrategicamente saiu de Nazaré, para iniciar seu ministério
  • Só depois de estabelecer seu ministério, volta a Nazaré, impossibilitando a síndrome de contaminar o seu ministério.
2-2-Confrontando a síndrome com a vontade de Deus.
  • No Reino de Deus, privilegiado é aquele que faz a vontade de Deus.
  • Disse Jesus:"Minha mãe e meus irmãos, são aqueles que fazem a vontade de Deus".(Mc-3:34,35).
  • Precisamos confrontar todo aspecto que seja cultural; Quando este é obstáculo a vontade de Deus.
2-3-Colocando aquele que é chamado como cria do céu.[Is-61:1-3;Lc-4:16-19].
  • Jesus, abriu o livro da lei, e disse de quem ele se tratava.
  • Aquele que tem um chamado, possui acima de tudo em sua existência, um propósito divino e não institucional.
  • Deus, usa as instituições para apoiar e até legitimar alguém chamado por ele; Mais estas não podem entrar em conflito com o propósito divino.
  • Talvez experimentemos em nossos dias em alguns casos, um conflito teleológico, entre o propósito de Deus, e o propósito institucional.
  • Fica claro aqui, a luz deste contexto, que Jesus não era cria da Cidade, não era cria de sua família, ele não era uma cria dos religiosos de seu tempo.
  • Ele não era um tipo de padre Marcelo da existência.
2-4-Encarando o básico como básico.
  • Um grande valor tem as coisas básicas da vida; Como a família, nossa origem Etc.
  • Mais tudo isto deve ser base, para evoluirmos, e nunca nos prender.

CONCLUSÃO: É fato que Nazaré, era uma cidade bem básica; Levava a sério demais os costumes, condicionando o ser e sua individualidade. Esta cultura, bem básica descredencia Jesus, como Messias; Ou seja, ele não foi crido. Dentro daquela cosmovisão, o filho de José, o carpinteiro era pequeno demais para "SER", o Messias. Dai, a síndrome ser a incredulidade gerada pela basicalidade daquela pequena comunidade. Então, tendo em vista, ser impossível evitar esta síndrome, enquanto caminhamos neste mundo; Precisamos rompé-la, afim de não sermos totalmente contaminados por ela. Alarguemos a visão do povo, através de um conhecimento mais pleno; Levemos o povo, o contexto ao entendimento da vontade de Deus, esta é boa e agradável; Respeitando o protocolo sim, mais o propósito do ministério, daquele que é chamado, é divino.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

"UMA TEOLOGIA DA FELICIDADE, É POSSÍVEL".

      Felicidade, o mais elevado bem do mundo contemporâneo. Dela parte a motivação para tudo mais. A busca da felicidade, e o efeito desta na motivação para a vida, nos confunde. Em muitos casos, esta busca tem consequências desagradáveis; Trazem em vez de felicidade, perturbação a existência, a vida. Mais o conceito de felicidade é amplo, é plural.
      Afirmo sim, uma teologia da felicidade, em nosso tempo; Pois afirmando, estou afirmando a vida. A vida vivida com prazer, com gosto. Este tema não é simples, não é banal, mais está em todos os lugares. Falar de felicidade, é se expor, aos felizes e aos infelizes. É não saber, até mesmo por experiência própria, dizer o que é de fato a felicidade. Mais ela é quem motiva os homens a viver com gosto. É quem motiva a sonhar.

sábado, 31 de maio de 2014

DIÁLOGO ENTRE LEONARDO BOFF E BOBBIO; A POSSIBILIDADE DO POBRE COMO SUJEITO



Em razão destes valores, quis honrar esta significação política, fazendo com que a Università degli Studi de Turim, onde era eminente professor, me concedesse, em nome de tantos, o título de doutor honoris causa em política, o que ocorreu no dia 27 de novembro que tive com ele em Turim e, ao mesmo tempo, veio-me um forte sentimento de gratidão por aquilo que nos ajudou a entender da democracia. Em meio ao conflito que nos anos 80 e 90 envolveu a teologia da libertação, foi Bobbio dos poucos pensadores europues que, de imediato, compreendeu a relevância desta teologia para uma democracia como valor universal a ser vivida a partir da base e dos últimos. Captou a relevância política das comunidades eclesiais de base e da leitura popular da Bíbilia porque não apenas criam cristãos militantes mas também agentes de transformação social.
de 1991. Lembro-me que o Vaticano e o Cardeal de Turim pressionaram as autoridades da universidade para que não concedessem este título a um teólogo “maldito”como eu. O Prof. Bobbio protestou com veemência e fez valer a autonomia da universidade.
Foi nesta ocasião que conversamos longamente, no dia antes da cerimônia e no dia após quando participei de um debate público num dos salões da cidade. Arguto, foi ao cerne da questão que interessava a ele e a mim: o sentido singular que nós, téologos da libertação, dávamos aos pobres. A maioria tem dificuldade de entender esta questão e ele a havia captado em sua diferença específica.
Três compreensões de pobre circulam ainda hoje no debate, também quando nos referimos à Fome Zero. A primeira, tradicional, entende o pobre como aquele que não tem. A estratégia então é mobilizar quem tem para ajudar a quem não tem. Em nome disso se organizou, por séculos, vasta assistência. E uma política beneficiente mas não participativa. Não descobriu ainda o potencial dos pobres.
A segunda, a moderna, descobriu o potencial dos pobres e percebeu que não é utilizado. Pela educação e professionalização é utilizado e potenciado, e assim eles são inseridos no processo produtivo. A tarefa do Estado é criar postos de trabalho para esses pobres sociais.
A leitura tradicional vê o pobre mas não percebe seu caráter coletivo. A moderna, descobre-lhe o caráter coletivo mas não apreende seu caráter conflitivo. O pobre é resultado de mecanismos de exploração que o fazem empobrecido, gerando assim grave conflito social. Previamente à sua integração no processo produtivo vigente, dever-se-ia fazer uma crítica do tipo de sociedade que sempre produz e reproduz pobres e excluidos.
A terceira posição, da teologia da libertação, diz: os pobres têm sim potencialidades. Não apenas para engrossarem a força de trabalho, mas principalmente para transformarem o sistema social. Os pobres, conscientizados, organizados por eles mesmos e articulados com outros aliados, podem ser construtores de uma democracia participativa, econômica e social. Esta perspectiva não é nem assistencialista nem progressista. Ela é libertadora.
Ao convergirmos nas idéias, os olhos cansados do mestre brilhavam como os de uma criança. E eu me sentia feliz: o “papa” da política me tirara o exorcismo de “maldito”.
Fonte: www.leonardoboff.com/site/vista/2004/jan16.htm



sábado, 26 de abril de 2014

"LEMBREI-ME DE ISAIAS".[Is-61:1].

     Aos Pastores, que atuam num contexto, onde; Ofuscada, pelo materialismo e por muitas ideologias; A mensagem que inicialmente,....Depois, foi entendida como imediatista; Hoje quase não é pregada; "A VOLTA DE JESUS".
     Lembrei-me de Isaias!!. Por que?. Por ser ele um Profeta messiânico. Sim, ele foi um profeta da "ESPERANÇA", em tempo de desesperança. Ele anunciara que Deus, enviaria um Messias, que traria paz, justiça e salvação para o mundo. Longe de mim, querer fundar a vida existencial, no além. Esta vida é aqui; Mais a vida eterna ultrapassará isto; E foi o Messias, que nos propiciou isto. Logo, a nossa esperança é o Cristo. Logo, esperançar, é esperar sua volta. Lembrei-me de Isaias, pelas adversidades, do seu contexto. Políticas; Tempo de desbravamento da Monarquia Egípcia e dos Caldeus. Tempo de muita pressão, tensão, e também de opressão, para aqueles que exerciam seu ministério com sinceridade. Sociais; Período marcado pela injustiça Social. A desvalorização dos menos favorecidos. Lembrei-me de Isaias, por não ser ele um ideólogo, dos seus; Mais alguém posicionado, a favor da "JUSTIÇA". Isaias, era um homem da corte; Quero dizer, vivia ao lado dos Reis; Mais não a favor. Lembrei-me de Isaias, por seu preparo; Isaias, tinha o preparo ideal para lidar com a complexidade daquele contexto. Ministrou por quarenta anos, num contexto marcado por muitos conchavos e ameaças. Mais mesmo assim, segundo a tradição, foi cerrado ao meio, quando tinha 92 anos. Lembrei-me de Isaias, por ele não se considerar divino; Mais um "PECADOR". Isaias, é considerado, o maior dos Profetas, nobre, intelectual; Mais treme diante da santidade de Deus; Entendendo ele, que é homem pecador, e só a graça de Deus, pode purificá-lo.; Ergué-lo para além, daquílo que é corruptível, existente.
    O que dizer mais?. O mensageiro do Cristo......Que Deus, possa guiar os pastores, neste tempo, em nome de Jesus!.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

"DISLEXIA COGNITIVA".[IIReis-6:15-16].

INTRODUÇÃO: Neste texto, nós encontramos o servo de Elizeu, acometido por uma doença espiritual, que os pedagogos, e os psicólogos, chamariam de "Dislexia Cognitiva".
       Dislexia, vem do grego dys, que significa imperfeito, disfunção. Isto é, uma função anormal ou prejudicada; E lexia, linguagem. É uma específica dificuldade de aprendizado da linguagem; Dificuldade de leitura. A dislexia, claro está associado a crianças que possuem esta disfunção; Uma dificuldade de aprender a ler. Paulo Freire, já se referindo a um contexto diferente, ou mais amplo, dizia:"É preciso ler o mundo, para compreender as palavras com competência". Ler o mundo é compreender a diversidade de linguagens envolvida.
       O Profeta Elizeu, atrapalhando os planos do Rei da Síria, foi cercado em um determinado ambiente, pelo seu exército; Então, o servo de Elizeu, se levantou muito cedo, e olhando ao seu redor, não conseguiu perceber completamente a real realidade em sua volta..
       Que lições, tiramos aqui?.

1-O QUE É DISLEXIA COGNITIVA?.
  • Dislexia é um defeito que incapacita a criança de aprender a ler. Alguém com dislexia dentro de um contexto mais amplo de leitura, seria aqueles, que por alguma disfunção, tivesse dificuldade de ler o mundo. De compreender a diversidade de linguagens, que envolve o mundo.
  • Cognição, é a capacidade de perceber sempre, uma situação nova no Social. Ou seja, é uma capacidade de interpretar e reinterpretar a realidade. É a capacidade de percepção social. O desenvolvimento social, é marcado por vários processos cognitivos.
  • No contexto aqui, mencionado de Elizeu, a realidade envolvia o supra-cultural. O servo de Elizeu estava com dislexia cognitiva; Não estava percebendo toda realidade social, que lhe cercava. Não conseguia ler o que via.
       Que lições tiramos aqui?.

1-1-Muitos do nosso contexto atual, também estão com dislexia cognitiva.
  • Não consegue ler o mundo com sua diversidade de linguagens.
  • Não consegue perceber toda realidade do seu contexto.
  • Não consegue ler o que ver, principalmente quando envolve o supra-cultural
2-ORIGEM DA DISLEXIA COGNITIVA.

2-1-Mudança radical da realidade.
  • A noite uma coisa, pela manhã outra.(v-15).
      Que lições tiramos?.

2-1-1-Da cosmovisão do mundo
  • Houve uma mudança radical; Que foi a ruptura que se deu da modernidade, para um período pós-moderno
  • A Igreja, está inserida neste contexto.
2-1-2-Origem da dislexia cognitiva, na Igreja.
  • Falta de espiritualidade, produzida por este contexto cultural.
  • O moço estava olhando a realidade com olhos carnais
  • Falta de espiritualidade, leva o homem a ter uma visão distorcida do supra-cultural: Os Anjos, o mundo espiritual, etc.
2-2-Falta de conhecimento.
  • Conhecimento teológico
  • Conhecimento filosófico
  • Conhecimento científico
  • Disse o Profeta:"O meu povo foi destruido, porque lhe faltou conhecimento".[Os-4:6].
  • Disse Jesus:"Conhecereis a verdade, e ela vos libertará.
  • Salomão pediu sabedoria a Deus.
3-CONSEQUÊNCIAS DA DISLEXIA COGNITIVA NA IGREJA.

3-1-Alienação da realidade.
  • Muitos não sabem que caminho tomar.
3-2-Má interpretação da realidade.
  • O moço: Estamos cercados..
  • Muitos não enxergam uma ética de convivência
  • Uma ética mais global, está longe da consciência de muitos.
3-3-Medo e dúvidas.
  • Disse o moço:"E agora, o que faremos?".
4-COMO SER CURADO DA DISLEXIA COGNITIVA?.

4-1-É preciso reconhecer, quando percebermos a incompletude da visão.
  • Segundo Paulo Freire, a sensação de inacabamento, é algo positivo
  • Tudo está em mudança, trazendo a necessidade de estarmos constantemente evoluindo.
  • Alguns se fecham numa leitura do mundo, que é parada.
4-2-É preciso oração de intercessão.
  •  Elizeu pediu para que Deus, abrisse os olhos daquele moço.
  • Precisamos interceder por aqueles que não conseguem mais enxergar o supra-cultural.
4-3-É preciso buscar o conhecimento.[Pv-2:11].
  • O sábio diz:"A inteligência te conservará".
  • O conhecimento teológico, o conhecimento em geral.
  • É importante evoluir; Discernir dados, informação e conhecimento.
  • É preciso ser inteligente para discernir o real do ideológico.

  CONCLUSÃO: Dislexia cognitiva é a incapacidade de interpretar a realidade. Pode ser diagnosticada, como uma doença; Pois esta atrapalha o crescimento e o desenvolvimento. É preciso haver uma cura: Na Igreja, na família e na Sociedade.









sexta-feira, 14 de março de 2014

"FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA".


Podemos sim, ser etnocêntrico, em nosso evangelismo. Evangelizar apartir de nosso modelo. De uma matriz, a qual nos indetificamos. E nesta visão, difícilmente, o moralismo fica de fora. Mais pense numa matriz, tipo o encontro de Jesus, com a mulher Samaritana. Dela diz Jesus:"Já tiveste cinco marido, e agora o que tens, não é teu marido". Mais objetivando, a alma desta pecadora, Jesus, deixa as conveções de fora. Agora pense na Cidade grande, com muitos costumes, muitos segmentos, muitas idéias, muitas visões da vida; Ai veja, dentro deste contexto, o que é mais importante; Se é o teu modelo de vida, o teu costume, ou a alma de milhares de pecadores. Certa feita, convidei um colega, para ministrar num encontro de Famílias; Ele foi tão enfático no seu modelo de vida; Que não nego, era um modelo de alto nível, de alto padrão moral; Mais enquanto ele falava, muitos aparentemente ficavam tristes. Por que?. Porque ele ministrava apartir de sua matriz; E este povo refletia mais a história da mulher Samaritana. O que eu quero afirmar com isto?. A Família contemporânea, não é só tradicional; Ela reflete vários modelos; Mais todos os modelos precisam de perdão e restauração. Menos etnocentrismo, mais amor a "MISSÃO".