quinta-feira, 17 de julho de 2014

"UMA TEOLOGIA DA FELICIDADE, É POSSÍVEL".

      Felicidade, o mais elevado bem do mundo contemporâneo. Dela parte a motivação para tudo mais. A busca da felicidade, e o efeito desta na motivação para a vida, nos confunde. Em muitos casos, esta busca tem consequências desagradáveis; Trazem em vez de felicidade, perturbação a existência, a vida. Mais o conceito de felicidade é amplo, é plural.
      Afirmo sim, uma teologia da felicidade, em nosso tempo; Pois afirmando, estou afirmando a vida. A vida vivida com prazer, com gosto. Este tema não é simples, não é banal, mais está em todos os lugares. Falar de felicidade, é se expor, aos felizes e aos infelizes. É não saber, até mesmo por experiência própria, dizer o que é de fato a felicidade. Mais ela é quem motiva os homens a viver com gosto. É quem motiva a sonhar.

sábado, 31 de maio de 2014

DIÁLOGO ENTRE LEONARDO BOFF E BOBBIO; A POSSIBILIDADE DO POBRE COMO SUJEITO



Em razão destes valores, quis honrar esta significação política, fazendo com que a Università degli Studi de Turim, onde era eminente professor, me concedesse, em nome de tantos, o título de doutor honoris causa em política, o que ocorreu no dia 27 de novembro que tive com ele em Turim e, ao mesmo tempo, veio-me um forte sentimento de gratidão por aquilo que nos ajudou a entender da democracia. Em meio ao conflito que nos anos 80 e 90 envolveu a teologia da libertação, foi Bobbio dos poucos pensadores europues que, de imediato, compreendeu a relevância desta teologia para uma democracia como valor universal a ser vivida a partir da base e dos últimos. Captou a relevância política das comunidades eclesiais de base e da leitura popular da Bíbilia porque não apenas criam cristãos militantes mas também agentes de transformação social.
de 1991. Lembro-me que o Vaticano e o Cardeal de Turim pressionaram as autoridades da universidade para que não concedessem este título a um teólogo “maldito”como eu. O Prof. Bobbio protestou com veemência e fez valer a autonomia da universidade.
Foi nesta ocasião que conversamos longamente, no dia antes da cerimônia e no dia após quando participei de um debate público num dos salões da cidade. Arguto, foi ao cerne da questão que interessava a ele e a mim: o sentido singular que nós, téologos da libertação, dávamos aos pobres. A maioria tem dificuldade de entender esta questão e ele a havia captado em sua diferença específica.
Três compreensões de pobre circulam ainda hoje no debate, também quando nos referimos à Fome Zero. A primeira, tradicional, entende o pobre como aquele que não tem. A estratégia então é mobilizar quem tem para ajudar a quem não tem. Em nome disso se organizou, por séculos, vasta assistência. E uma política beneficiente mas não participativa. Não descobriu ainda o potencial dos pobres.
A segunda, a moderna, descobriu o potencial dos pobres e percebeu que não é utilizado. Pela educação e professionalização é utilizado e potenciado, e assim eles são inseridos no processo produtivo. A tarefa do Estado é criar postos de trabalho para esses pobres sociais.
A leitura tradicional vê o pobre mas não percebe seu caráter coletivo. A moderna, descobre-lhe o caráter coletivo mas não apreende seu caráter conflitivo. O pobre é resultado de mecanismos de exploração que o fazem empobrecido, gerando assim grave conflito social. Previamente à sua integração no processo produtivo vigente, dever-se-ia fazer uma crítica do tipo de sociedade que sempre produz e reproduz pobres e excluidos.
A terceira posição, da teologia da libertação, diz: os pobres têm sim potencialidades. Não apenas para engrossarem a força de trabalho, mas principalmente para transformarem o sistema social. Os pobres, conscientizados, organizados por eles mesmos e articulados com outros aliados, podem ser construtores de uma democracia participativa, econômica e social. Esta perspectiva não é nem assistencialista nem progressista. Ela é libertadora.
Ao convergirmos nas idéias, os olhos cansados do mestre brilhavam como os de uma criança. E eu me sentia feliz: o “papa” da política me tirara o exorcismo de “maldito”.
Fonte: www.leonardoboff.com/site/vista/2004/jan16.htm



sábado, 26 de abril de 2014

"LEMBREI-ME DE ISAIAS".[Is-61:1].

     Aos Pastores, que atuam num contexto, onde; Ofuscada, pelo materialismo e por muitas ideologias; A mensagem que inicialmente,....Depois, foi entendida como imediatista; Hoje quase não é pregada; "A VOLTA DE JESUS".
     Lembrei-me de Isaias!!. Por que?. Por ser ele um Profeta messiânico. Sim, ele foi um profeta da "ESPERANÇA", em tempo de desesperança. Ele anunciara que Deus, enviaria um Messias, que traria paz, justiça e salvação para o mundo. Longe de mim, querer fundar a vida existencial, no além. Esta vida é aqui; Mais a vida eterna ultrapassará isto; E foi o Messias, que nos propiciou isto. Logo, a nossa esperança é o Cristo. Logo, esperançar, é esperar sua volta. Lembrei-me de Isaias, pelas adversidades, do seu contexto. Políticas; Tempo de desbravamento da Monarquia Egípcia e dos Caldeus. Tempo de muita pressão, tensão, e também de opressão, para aqueles que exerciam seu ministério com sinceridade. Sociais; Período marcado pela injustiça Social. A desvalorização dos menos favorecidos. Lembrei-me de Isaias, por não ser ele um ideólogo, dos seus; Mais alguém posicionado, a favor da "JUSTIÇA". Isaias, era um homem da corte; Quero dizer, vivia ao lado dos Reis; Mais não a favor. Lembrei-me de Isaias, por seu preparo; Isaias, tinha o preparo ideal para lidar com a complexidade daquele contexto. Ministrou por quarenta anos, num contexto marcado por muitos conchavos e ameaças. Mais mesmo assim, segundo a tradição, foi cerrado ao meio, quando tinha 92 anos. Lembrei-me de Isaias, por ele não se considerar divino; Mais um "PECADOR". Isaias, é considerado, o maior dos Profetas, nobre, intelectual; Mais treme diante da santidade de Deus; Entendendo ele, que é homem pecador, e só a graça de Deus, pode purificá-lo.; Ergué-lo para além, daquílo que é corruptível, existente.
    O que dizer mais?. O mensageiro do Cristo......Que Deus, possa guiar os pastores, neste tempo, em nome de Jesus!.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

"DISLEXIA COGNITIVA".[IIReis-6:15-16].

INTRODUÇÃO: Neste texto, nós encontramos o servo de Elizeu, acometido por uma doença espiritual, que os pedagogos, e os psicólogos, chamariam de "Dislexia Cognitiva".
       Dislexia, vem do grego dys, que significa imperfeito, disfunção. Isto é, uma função anormal ou prejudicada; E lexia, linguagem. É uma específica dificuldade de aprendizado da linguagem; Dificuldade de leitura. A dislexia, claro está associado a crianças que possuem esta disfunção; Uma dificuldade de aprender a ler. Paulo Freire, já se referindo a um contexto diferente, ou mais amplo, dizia:"É preciso ler o mundo, para compreender as palavras com competência". Ler o mundo é compreender a diversidade de linguagens envolvida.
       O Profeta Elizeu, atrapalhando os planos do Rei da Síria, foi cercado em um determinado ambiente, pelo seu exército; Então, o servo de Elizeu, se levantou muito cedo, e olhando ao seu redor, não conseguiu perceber completamente a real realidade em sua volta..
       Que lições, tiramos aqui?.

1-O QUE É DISLEXIA COGNITIVA?.
  • Dislexia é um defeito que incapacita a criança de aprender a ler. Alguém com dislexia dentro de um contexto mais amplo de leitura, seria aqueles, que por alguma disfunção, tivesse dificuldade de ler o mundo. De compreender a diversidade de linguagens, que envolve o mundo.
  • Cognição, é a capacidade de perceber sempre, uma situação nova no Social. Ou seja, é uma capacidade de interpretar e reinterpretar a realidade. É a capacidade de percepção social. O desenvolvimento social, é marcado por vários processos cognitivos.
  • No contexto aqui, mencionado de Elizeu, a realidade envolvia o supra-cultural. O servo de Elizeu estava com dislexia cognitiva; Não estava percebendo toda realidade social, que lhe cercava. Não conseguia ler o que via.
       Que lições tiramos aqui?.

1-1-Muitos do nosso contexto atual, também estão com dislexia cognitiva.
  • Não consegue ler o mundo com sua diversidade de linguagens.
  • Não consegue perceber toda realidade do seu contexto.
  • Não consegue ler o que ver, principalmente quando envolve o supra-cultural
2-ORIGEM DA DISLEXIA COGNITIVA.

2-1-Mudança radical da realidade.
  • A noite uma coisa, pela manhã outra.(v-15).
      Que lições tiramos?.

2-1-1-Da cosmovisão do mundo
  • Houve uma mudança radical; Que foi a ruptura que se deu da modernidade, para um período pós-moderno
  • A Igreja, está inserida neste contexto.
2-1-2-Origem da dislexia cognitiva, na Igreja.
  • Falta de espiritualidade, produzida por este contexto cultural.
  • O moço estava olhando a realidade com olhos carnais
  • Falta de espiritualidade, leva o homem a ter uma visão distorcida do supra-cultural: Os Anjos, o mundo espiritual, etc.
2-2-Falta de conhecimento.
  • Conhecimento teológico
  • Conhecimento filosófico
  • Conhecimento científico
  • Disse o Profeta:"O meu povo foi destruido, porque lhe faltou conhecimento".[Os-4:6].
  • Disse Jesus:"Conhecereis a verdade, e ela vos libertará.
  • Salomão pediu sabedoria a Deus.
3-CONSEQUÊNCIAS DA DISLEXIA COGNITIVA NA IGREJA.

3-1-Alienação da realidade.
  • Muitos não sabem que caminho tomar.
3-2-Má interpretação da realidade.
  • O moço: Estamos cercados..
  • Muitos não enxergam uma ética de convivência
  • Uma ética mais global, está longe da consciência de muitos.
3-3-Medo e dúvidas.
  • Disse o moço:"E agora, o que faremos?".
4-COMO SER CURADO DA DISLEXIA COGNITIVA?.

4-1-É preciso reconhecer, quando percebermos a incompletude da visão.
  • Segundo Paulo Freire, a sensação de inacabamento, é algo positivo
  • Tudo está em mudança, trazendo a necessidade de estarmos constantemente evoluindo.
  • Alguns se fecham numa leitura do mundo, que é parada.
4-2-É preciso oração de intercessão.
  •  Elizeu pediu para que Deus, abrisse os olhos daquele moço.
  • Precisamos interceder por aqueles que não conseguem mais enxergar o supra-cultural.
4-3-É preciso buscar o conhecimento.[Pv-2:11].
  • O sábio diz:"A inteligência te conservará".
  • O conhecimento teológico, o conhecimento em geral.
  • É importante evoluir; Discernir dados, informação e conhecimento.
  • É preciso ser inteligente para discernir o real do ideológico.

  CONCLUSÃO: Dislexia cognitiva é a incapacidade de interpretar a realidade. Pode ser diagnosticada, como uma doença; Pois esta atrapalha o crescimento e o desenvolvimento. É preciso haver uma cura: Na Igreja, na família e na Sociedade.









sexta-feira, 14 de março de 2014

"FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA".


Podemos sim, ser etnocêntrico, em nosso evangelismo. Evangelizar apartir de nosso modelo. De uma matriz, a qual nos indetificamos. E nesta visão, difícilmente, o moralismo fica de fora. Mais pense numa matriz, tipo o encontro de Jesus, com a mulher Samaritana. Dela diz Jesus:"Já tiveste cinco marido, e agora o que tens, não é teu marido". Mais objetivando, a alma desta pecadora, Jesus, deixa as conveções de fora. Agora pense na Cidade grande, com muitos costumes, muitos segmentos, muitas idéias, muitas visões da vida; Ai veja, dentro deste contexto, o que é mais importante; Se é o teu modelo de vida, o teu costume, ou a alma de milhares de pecadores. Certa feita, convidei um colega, para ministrar num encontro de Famílias; Ele foi tão enfático no seu modelo de vida; Que não nego, era um modelo de alto nível, de alto padrão moral; Mais enquanto ele falava, muitos aparentemente ficavam tristes. Por que?. Porque ele ministrava apartir de sua matriz; E este povo refletia mais a história da mulher Samaritana. O que eu quero afirmar com isto?. A Família contemporânea, não é só tradicional; Ela reflete vários modelos; Mais todos os modelos precisam de perdão e restauração. Menos etnocentrismo, mais amor a "MISSÃO".

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

"SURTO REFLEXIVO".



 Roberto Mota, Pastor; "O que foi, isto é, o que a de ser. E o que se  fez, isto se tornará a fazer. De modo que, nada  há novo debaixo do Sol".(EC-1:9).


Resumo: Uma característica, muito forte do Século XXI, é a revolução "CULTURAL". A Ideia, é, de que, quem tem o "CONHECIMENTO", tem o poder. O contexto, encontra expressão literal, nas palavras de Leonardo Boff: "Todo menino quer ser homem; Todo homem quer ser Rei; Todo Rei quer ser Deus; E só Deus, quer ser menino". Neste contexto, a "TEOLOGIA", não a dogmática, más a feita historicamente, a partir do seu contexto, tem sido feita, a partir do próprio pluralismo existente. E tudo isto, tem deixado muita gente de cabelo em pé. Tem teologia para todo gosto. Teologia da prosperidade, teologia da Esperança, teologia da Libertação...E por ai, vai. São muitas. E ainda neste contexto, nos encontramos aqueles, que atraem, um séquito de pessoas, que acreditam cegamente, naquilo que eles dizem e pregam. E do outro lado, aqueles que estudam. Se tornam mestres, Doutores, e se tornam analistas e especuladores, do movimento, e do crescimento do fenômeno, característico, de nossa época. Em todo contexto, está presente o espírito do egoísmo. Talvez, esteja evoluindo, em nosso tempo, o existencialismo de Sartre. Aquele, chamado de humanismo; onde o outro, em uma relação com o "EU", é construído como objeto, como coisa. Narcisismo, puro.(Sartre, em a obra, o ser e o nada).
Más, eu diria, que a Teologia, já enfrentou, um movimento parecido com este, que foi o século XIX. Um contexto, onde existia muita fé, e muitos fiéis, do lado de dentro; Más do lado de fora, existia muita desconfiança, das verdadeiras intenções daqueles, que detinham o comando destes fiéis. Ou seja, parece que foi um período, onde a Igreja, naquilo que a história, nos passa; está passando, por uma reavaliação. As Instituições Eclesiásticas, dão o seu parecer, com relação o momento. Intelectuais com uma teologia contextualizada, em Kant, em Hegel, dão o seu parecer. Mais uma forte característica, deste século, era a novidade. Dai, muitos intelectuais, desta época, querem reinterpretar o Cristianismo, a partir de suas filosofias, ou "IDEOLOGIAS", defendidas. Más, este desejo de novidade, associado ao desejo de conquistar seguidores, levou os Teólogos, deste período, construir uma "TEOLOGIA", desconectada da essência; que foi a chamada Teologia Liberal. Chamamos aqui, esta teologia desconectada da essência, de "SURTO REFLEXIVO". O presente artigo, tem o objetivo, de alertar a Igreja, de nosso tempo, acerca da possibilidade, de um segundo surto reflexivo.

PALAVRAS-CHAVE: Essência, Ideologia, Teologia Liberal, Surto Reflexivo.

INTRODUÇÃO: A Igreja primitiva, do primeiro século, era aberta para o "SOBRENATURAL", para ás manifestações do poder de Deus. Ela experimentou o maior dos avivamentos, que se deu, segundo Lucas, o autor do Livro de Atos, no dia da Festa do pentecoste. Este povo, acabara de receber a promessa do  derramamento do espírito santo. Eles estavam buscando, e receberam, e estavam impactados. Como fruto, deste avivamento, a Igreja, evangelizava, crescia e se expandia para todos os lugares. Más, havia uma preocupação com o ensino. Com a essência, daquilo, que os Apóstolos, tinham apreendido, com Jesus. Ou seja, de alguma maneira, mesmo ainda, não havendo uma definição, uma base do ensino, eles sabiam que este ensino, não poderia ser comprometido. Havia uma preocupação com a Teologia. No capítulo 15, do livro de Atos dos Apóstolos, Lucas descreve o primeiro Concílio da Igreja. Esta reunião, tinha o objetivo, de tratar a questão, entre Judeus e Gentios, que era um "PROBLEMA", de visão, na Teologia. Os Judeus, estavam ensinando, que se os Gentios, não circuncidasse, eles "NÃO PODIAM", ser salvos. A circuncisão, fazia parte da Lei. A questão, aqui, não é a circuncisão, em si. Ser circuncidado, não é a heresia. O erro doutrinário, ou a heresia, é colocar a circuncisão, como uma condição, para a "SALVAÇÃO". Alguns costumes, podem até, ser assumidos por conveniência, inclusive a circuncisão.(Atos-16:3). Neste caso, aqui, Timóteo, foi circuncidado. Por que?. Para que ele fosse aceito, sem problema, entre as Igrejas, que estavam sendo edificadas, no início da segunda, viagem missionária, de Paulo. É estratégico, evitar escandalizar, os mais fracos, ou aqueles, que tem a mente fechada. Aqui, a Igreja, crescia, e se fortalecia na fé.(Atos-16:5). Lá, em,(Rm-15:1,2), Paulo, teoriza, esta prática, exercida por ele aqui, na implantação das Igrejas. Dizia ele: "Nós que somos fortes, devemos suportar, a fraqueza dos fracos, e não agradar, a nós mesmos". Bom, é agradar, o próximo, naquilo que seja, para edificação. Eu mesmo, cometi alguns erros, quando plantava Igrejas, em comunidades, de Sociedade Básica. Ou seja, lugares, onde os costumes, são levados, muito a sério. Estão acima, de uma ética Social, existente. Errei, quando toquei, na questão do vinho, na bíblia, e principalmente, no ministério de Jesus. Errei, quando, eu quis, impor, o sistema Eclesiástico, sem levar em conta, o relacionamento fechado, que encontramos, em algumas, comunidades. Um missionário, que quer abrir Igrejas, ou congregações, que querem se expandir, precisam levar isto a sério. Paulo, também, reforçou mais, esta questão, da conveniência, dos costumes, quando afirmou: "Eu fiz de tudo, para com todos, para que assim  pudessem,  salvar-se".(1Co-9:22). Aqui percebemos, claramente, que o ensino essencial, pode se adaptar, tanto a Judeus, como os Gentios. Agora, colocar qualquer coisa, além, daquilo, que já foi colocado para a salvação. Ou seja, a fé, em Cristo, como diz as escrituras.(JO-7:38). Outra coisa, além disto, como condição, para a salvação, é uma "HERESIA". Circuncidar, para adaptar o ensino, com o objetivo, de facilitar, a aceitação da palavra, da mensagem, é "ESTRATÉGICO". Agora, quando um grupo, quer igualar, o valor espiritual do costume, ao valor do ensino essencial, ai, isto, mais tarde iria se transformar, em mais, uma Religião, com dono. Ou seja, aqui, se dar, um modelo, de fabricação, de uma teologia, que quer dominar, os fiéis. É importante salientar ainda, que o costume, aqui colocado, não pode ser comparado, a uma "ÉTICA", para o bom convívio, do grupo. Por que?. Porque existe, uma diferença, entre moral e ética, mesmo significando, os dois termos, a mesma coisa. Ou seja, "COSTUME". Moral, sempre deve ser aplicado, ao indivíduo. É o costume individual, de cada pessoa, de cada família, e até de um grupo. Como, no caso, era a circuncisão, na Lei, um costume específico dos Judeus. Muito embora, eles não vivessem de fato sob a Lei, más ideologicamente viviam, más era algo específico, deles. A Igreja, de Jesus, estava aberta, a inclusão, de escravos, de pobres, de mulheres, de todos. Dai, este costume, não poder, ser advogado, como uma ética, para uma possível organização, da Igreja. Por que?. Porque a Ética, é criada para beneficiar o coletivo. Aquilo, que é individual, ou específico de família, ou grupo, só pode se tornar ético, se for bom, para os demais. Este costume, aqui, em questão, não é bom para os Gentios. Logo, não poder ser normatizado, como ético. Este costume, como muitos outros, do tempo moderno, são ideias, de dominação Social. Coletiva. Então, fica entendido, no "CONCÍLIO", que a mensagem Cristã, é adaptável, a costumes específicos; desde que, não fira a essência. Acredito, que aqui, é o "MODELO", de lidar com a teologia, dentro de um contexto, que exige, a inclusão da diferença.
           A partir deste modelo, do livro de atos, com este texto, pretendo estabelecer um paralelo, entre a teologia, do nosso século, e a teologia, do século XIX. Com isto, eu quero, primeiramente, mostrar, que a teologia, é dogmática, em sua essência; más, como teologia libertadora, que deve ser, ela é "HISTÓRICA". Ela é feita, a partir do contexto. Em segundo lugar, que a teologia, historicamente, se expressa, caminha, a  partir de ideologias; especialmente pela  ideologia dominante. Terceiro, que não querendo entrar, no conceito, do que seja contextualização; o "SURTO REFLEXIVO", não estar na produção, das várias teologias, consequentes, de uma Cidade, que cresceu, que se transformou numa megalópole, e que agora, são muitas ideias, inúmeros sistemas; más, estar, na produção de uma teologia, desconectada da essência. E concluindo, através, deste texto, objetivamos, sabendo, que o problema, não é um surto ali, outro aculá. O problema, é o "SURTO REFLEXIVO", como movimento; Pois, numa megacidade, há muita propaganda, de novas ideias e sistemas. Fincar bases, de reflexão, sobre este defeito, na construção da teologia; e assim, ela possa continuar, sendo um "SABER", de transformação da realidade, sem desconectar da essência. Sem surtar reflexivamente. Pois, podemos ser liberais, sem ser hereges.

Fonte: A introdução de meu artigo:"Surto Reflexivo".