No século XV, com o renascimento a ciência rompe com certa estrutura parada, fruto das explicações absolutas, e empurra o progresso. Nesse sentido, a Ciência é a solução para o progresso. Do século XV, até o XIX, a Cidade cresceu tanto, que esta Ciência revolucionária, não explicava mais o mundo todo; Existia outras razões explicando o mundo; Se constata já uma certa pluralidade. A crise da razão aqui, é pelo fato de não haver mais uma razão só explicando o mundo todo. O mundo aqui já não estava entendendo tudo, a incerteza se apresenta de uma forma clara. Até o século XVIII, as explicações absolutas, conquanto um contexto em muito movimento, no inconsciente coletivo era muito forte, mas no XIX, certa objetividade se apresenta. Verdade absoluta só como sistema, como mercadoria, tanto nas prateleiras como nas vitrines. É a Ciência-técnica que se impõe contra os predadores, e explica um mundo para a frente. Os sistemas são para ordenar o mundo, e não melhorar o homem. O problema do homem é o pecado; Há uma imperfeição em auteração constante; Como diz a bíblia; A iniquidade aumentará cada vez mais. E nisto está uma certa preciência de Deus, mostrando a liberdade que ele concede ao homem, mas que ele já sabe o que vai acontecer.
Mas este progresso é uma causa, e como causa ele trás também os seus males. a Ciência é a solução para o progresso, mas também pode vir a ser a solução para muitos males no mundo contemporâneo. A bíblia diz tambêm que a Ciência se multilicaria em meio a todo um movimento...
No século XX, o capitalismo chegou no ápice; E a Ciência e a técnica de produção em série necessitavam de novos mercados, gerando muito egoismo entre as nações, assim como uma exacerbada competitividade. Isto é, entre as nações industrializadas. As descobertas e invenções Científicas foram de tal forma valorizadas, que o mundo perdeu a noção de homem como ser transcendental. Com a industrialização e a nova ordem estabelecida pela burguesia, estrutural, burocrática, categórica. Falando em categoria, eu penso em Kant; Este viveu numa época em que o pensamento moderno tinha como elemento fundamentais, o homem, a liberdade e o individualismo. Visão de mundo que desenvolveu vinculada a burguesia do período. A razão era bem categórica, advogava a participação das coisas, mas só o sujeito formalizava o conhecimento, ou as categorias....O resultado aqui, era que, o que realmente importava era a produção. A valorização do homem deixava de ser importante por sua atividade interior; E passa a valer, apenas pelo que ele produz num plano concreto...Uma valorização pelo ter, pela posse. O ter determina o ser. Dai entendermos as duas grandes guerras mundiais...
A primeira guerra mundial, foi desencadeada em virtude de rivalidades imperialistas, e a exacerbação do nacionalismo, aliado a alianças militares..
A segunda guerra mundial, nasce com este imperialismo tomado por um profundo desejo de dominar o mundo.
O resultado foi o empobrecimento de muitos Países europeus. Isso dividiu o mundo, e fez renascer antigas contradições ideológicas. O mundo passou a viver em contínuo estado de tensão, e sob a ameaça de uma terceira guerra....
No plano da filosofia e das ideias, estas duas grandes guerras, desenvolveu nos indivíduos uma postura de descrença, e de falta de perpectiva diante da vida. O aumento das dificuldades espalhando-se pelo mundo criando grande desilusão; Os campos de concentrações e de extermínio; Os desrespeito aos valores e aos direitos do ser humano, entre outros, colocaram em xeque os valores da civilização, e a vida se apresentou como absurda, enquanto a revolta passou a ser um elemento presente nas reflexõs filosóficas, artísticas e literárias. ; Em virtude claro, das antigas explicações; Sobre a essência das coisas, O ser é o fixo; Tudo isto faz parte da temática destas verdades absolutas, ideais. Com o progresso causa as contradições aumentaram diante deste novo homem apresentado, como aquele que vale pelo o que produz, que tem. As contradições geram angustias.
Mas fazendo uma reavaliação destas razões que ordenam o mundo, vamos entender que; Não é sobre ter mais, mas é sobre ser mais.
Sobre Ciência-Causa, podemos dizer que ela, aliada a Burguesia, e ao protestantismo, depois que rompeu com o absolutismo, e obscurantismo medieval, foi que nós chegamos até aqui, na mega-Cidade. Na megalópole.
Sobre gestão do conhecimento para o bem; Afirmo que sem a ideia de que a verdade está na origem, mas que é o sentido que legitima as explicações, ou discursos; É a compreensão dos acontecimentos, que tornam possíveis; Condições políticas, e a extratégia por trás de sua existência. Entendo então, que temos o repertório histórico perfeito para vericar que caminho tomar diante dos principais problemas do mundo contemporâneo; As guerras e a questão do aquecimento global. A partir de um gerenciamento do conhecimento para o bem, todo processo histórico nos mostrará um caminho para a solução das guerras e do aquecimento global. Pois somente com consciência é que poderemos melhorar o mundo. É nós que temos que a partir de nossa consciência tomar uma decisão. Havendo esta consciência, surgirá o diálogo da solução. É no meio do movimento, que a Ciência se multiplica.
Sobre Ciência da finalidade, ou teleologia; Todas as explicações, vindas da tradição mitológica, da tradição filosófica, da teologia, e depois da ciência positiva tiveram a sua finalidade. A ciência-técnica é a ciência da finalidade.